A saudade vem
cantando em meu coração
meu chão some
eu não sei dizer não
meus pensamentos
vazam pela imensidão
seu nome ressoa
o ar entra em meu pulmão
minha boca te beija
beija
meu corpo arqueja
arqueja
e eu não sei o q fazer
minha mente
vaga por milhões de possibilidades
teremos muitas oportunidades
para testar
nossa curiosidade não tem limites
e nossa criatividade é tanta
tanta
pelo seu, meu corpo canta
canta
mas eu n sei o q fazer
iluminados pela luz da lua
na escuridão da noite
amarre meu coração no seu
e não nos separe nunca mais
ame-me sem cessar
sem fugir
so amar
amar
esse verbo que aparece na minha mente sem cessar
cessar
meus pensamentos bobos
pulsam em você
você
um final que eu n posso prever
mas tenho certeza que estaremos
juntos
até o fim dos tempos eternos
Livros -
Livros, Livros,
Meus fieis amigos calados,
que mesmo estáticos me contam incontáveis histórias
retiradas das mentes contraditórias
de milhares de autores
possam, por fim,
tentar mostrar uma personalidade firme e cruel
diante de teus leitores.
E de certo somente abrir suas páginas,
…
Hoje escrevi um poema
Mas do trânsito me esqueci
Me perdi em devaneios
e no ponto errado desci
Hoje escrevi um poema
mas na aula
não me liguei
me perdi na explicação
Levei bomba e chorei
Hoje lhe entreguei um poema
mas nos seus olhos mergulhei
e no vazio de seus lábios
nadei
Hoje eu li um poema
Mas do mesmo
não quero saber
pois somente de seu amor
consigo sobreviver.
Jackes
O sol surgiu no horizonte como um borrão vermelho no meio do céu. Os galos cantaram. Cavalos e vacas acordaram de seu merecido sono. Sabiam que o dia seria longo. E o trabalho também. Não demorou muito e os habitantes da casa também acordaram. Pessoas gentis e honestas, que trabalhavam muito para sustentar os nobres daquele pequeno país. Eu estaria mentindo se dissesse que as consições de vida eram ruins. Elas eram péssimas.
Os habitantes da pequena casa de madeira se levantaram. Marido, mulher e seus cinco filhos. Era uma tristeza sem fim vê-los tão magros e fracos formando aquela fila para se apresentar aos compradores. Sim, a família venderia um dos filhos para sobreviver. Não haveria jeito e a dor seria imensa, mas este seria o único modo de continuar. Logo o esqueceriam, como aconteceu com os outros vendidos antes.
Os cinco formaram uma fila e nós, compradores olhamos para eles daquele modo avaliativo. Ah, esqueci de me apresentar anteriormente. Sou Sir Jackes Levir Fonelle e sou um dos nobres que esses camponeses enriquecem com seu duro trabalo. Injustiça vocês dizem? Eu falo que é o que Deus espera que eles o nem . Não sou burro nem nada parecido. Já contive várias rebeliões só com a menção do nome de Deus. Enfim, logo saberão minha história na íntegra. A que conto a vocês agora ficará mais interessante.
Olhamos para os pobres meninos. Todos os cinco quietos, vestidos em farrapos. O menino mais velho parecia um bom trabalhador. Tinha as mãos cheias de calos…Excluído. A segunda mais velha possuia cabelos rebeldes e olhos opacos…Excluída. A menos tinha seus encantos, mas era muito nova. Sobraram apenas duas crianças no meu rigoroso critério de avalição: Um menino de 15 anos e a menina de 14. O rapazinho era bem tratado, parecia ser uma ótima pessoa. Educado e gentil, mas ja tinha as mãos calejadas e o olhar cansado. A menina tinha feições finas, olhos azuis, sombrancelhas graciosas. Tinha o corpo magro, ainda amadurecendo. Vestia um vestido vermelho de algodão tingido um pouco esfarrapado. Era a mais bonita de todos os irmãos e naqueles olhos eu vi o que ninguém mais viu: Uma chama de vida. Ela não queria morrer naquele horrível lugar de morte e trabalho. Ela queria mudar, ser diferente, evoluir. E por mais asqueroso que fosse eu queria possuí-la.
Não esperei o leilão começar. Não dei chance para os meus adversários. Conversei com a mãe e o pai da menina. Dei uma oferta grande, irrecusável, por ela. Lógico que eles aceitaram e o leilão terminou antes mesmo de ter começado. Fui com eles buscar algumas roupas para a menina. Colocaram numa trouxa e me entregaram.
- Qual o nome dela? Perguntei
-Cecile - Disse a mãe. Por favor cuide da nossa princesinha.
- Cuidarei muito bem dela, senhora. Garanti
- Ótimo - Disse o pai. Então pode levá-la logo. Dispensaremos os outros interessados.
Fui com eles até o quarto onde os cinco nos eperavam e vi a reação de tristeza de todos. Pude ver o sofrimento da menos, as lamúrias do menino do meio e a vontade de mudar o mundo do mais velho. Mas o que eles poderiam fazer? Eu a havia comprado e a levaria para minha casa.
Puxei-a pelo braço até a carruagem, a trouxinha pendendo em um dos braços. Seus irmãos a acompanharam gritando várias vezes “adeus” desconsoladamente. Entramos na carruagem, eu e ela. Agora éramos só nós dois naquela carruagem. E por um momento meu cérebro foi tomado por cenas pervertidas. Mas eu a guardaria muito bem, e, mais tarde, poderia utilizá-la do modo que achasse mais apropriado. A menina me olhou nos olhos, com coragem e peguntou, com a carruagem em movimento, seguindo seu rumo para minha casa:
- O senhor não vai fazer nada de mau comigo, não?
- Lógico que nunca faria mal a você, linda menina. Vou cuidar muito bem de você. Vamos, sente-se do meu lado.
Cecile se levantou e quase caindo se sentou ao meu lado no banco, sem medo de mim. Comecei a passar a mão sobre seus cabelos castanho claros. Claro que por enquanto eu não faria nada de ruim com ela. Eu até a deixaria estudarse quisesse. Mas, quando o momento chegasse, e ele chegaria, eu o faria. O coração da menina seria quebrado e o desejo que agora eu sentia seria saciado.
Na triste solidão do ser
Não posso me esquecer
O quão esquecido fui
E aprender a conviver
Com o que é preciso esquecer
nessa vida
Que tão cheia de esquecimentos é
que até os mais esquecidos
esquecem de esquece-la
Eu o vejo
mas não o conheço
Eu o toco
mas não o sinto
Eu o amo
mas meu amor não é correspondido
Eu o quero
mas a mim ele não deseja
Eu o esqueço
mas sua imagem sempre volta
Eu o espero
mas para mim ele nunca aparece
Eu me desespero
pois ele não me quer
Eu me torturo
pois ele de mim se esquece
Eu o esqueço
E nesse mundo de esquecimento eu me jogo
Para que dele eu não me lembre
Para que dele eu esqueça
E para algum dia
Eu possa finalmente me lembrar
De como é amar.
Naturalmente
minha mão foi descendo pelo seu corpo
e penetrando na sua alma
Confortavelmente
meus desejos se tornaram seus
Acabando por nos unir
Especialmente
Deita-mo-nos em nossas almas
e aproveitando o nosso amor
Ternamente
me uni à você em pensamentos
e conduzindo nossos corpos
Eternamente
ficarei ao seu lado
completando nossas vidas
Você me faz querer
Um pouco mais de você
Mas eu não quero
Eu não posso
Pois você não me quer
Você não me escuta
E eu vou caminhando assim
Sofrendo sem querer
Esperando por você
Um dia me compreender
E descobrir
Que também me ama
Mas o amor engana
O amor surpreende
E dessa vez vai ser você
Que não vai mais me ver
E seu sonho acabará
E chorando você vai ficar
Como eu fiquei
Com desejo, com vontade
Sem poder me tocar
não podendo me amar
De perto
Eu vou ver
e também vou chorar
Por finalmente você compreender
Mas agora é tarde
Eu não vou mais te perdoar
Mas sempre, sempre
Vou te amar
Livros, Livros
Meus fieis amigos calados,
que mesmo estáticos me contam incontáveis histórias
retiradas das mentes contraditórias
de milhares de autores
possam, por fim,
tentar mostrar uma personalidade firme e cruel
diante de teus leitores.
E de certo somente abrir suas páginas,
belas e sensíveis páginas
para aqueles que viram tais horrores
e sentiram os temores
que suas páginas contém
Os que possam iluminar caminhos
descobrir destinos e voar por montes
lindos montes, com a imaginação
o poder da mesma me sufoca
e me apavora com a paixão
que ela guarda